GUIA DE ARQUIVOS - RAIR

Iniciativa da Rede de Arquivos de Instituições Religiosas, este guia de arquivos visa constituir um serviço à comunidade em geral e incentivar a preservação e a organização do património documental produzido e/ou detido por diferentes organizações.

Trata-se de um instrumento de consulta sobre os fundos documentais de cariz religioso que se encontram organizados em diversos arquivos, cuja integração no Portal Português de Arquivos se pretende incrementar. 

Tem como destinatários os interessados em temas de História Religiosa e será atualizado com regularidade semestral.

Para integrar o Guia, basta preencher os campos deste formulário

Última atualização em 31 de maio de 2024
geral@rair.pt 


Guia de Arquivos-RAIR [pdf]

ARQUIVO CONTEMPORÂNEO DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

História do arquivo

O Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças foi criado em 1998 baseando-se numa política de responsabilização das instituições produtoras pela custódia, pelo tratamento e pela disponibilização da sua própria documentação, muito antes da promulgação de legislação nesse sentido como o PRACE e o PREMAC. Por outro lado, a utilização de um centro único de tratamento, de transferência de suportes e de guarda de documentação de valor patrimonial e de conservação permanente do Ministério das Finanças permitiu a racionalização de custos em recursos humanos, equipamento e espaço. A instituição abriu portas em 1999. 

Atualmente, os fundos documentais existentes no Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças são: Arquivo Pessoal de António Luciano de Sousa Franco Comissão Jurisdicional dos Bens Cultuais Comissão Nacional de Pensões Eclesiásticas Comissão de Observação e Acompanhamento dos Concursos para Cargos Dirigentes Direcção-Geral das Alfândegas Direcção-Geral dos Impostos Direcção-Geral da Contabilidade Pública Direcção-Geral da Fazenda Pública Direcção-Geral da Justiça e dos Cultos Gabinete do Ministro das Finanças Inspecção Geral da Administração Pública Instituto de Investimento Estrangeiro Instituto de Gestão do Crédito Público Ministério do Planeamento Ministério da Reforma do Estado e da Administração Pública Secretaria de Estado do Orçamento Secretaria de Estado do Tesouro e das Finanças Secretaria-Geral do Ministério das Finanças.


Fundos e coleções

Arquivo Pessoal de António Luciano de Sousa Franco, 1942-2004; 

Comissão Jurisdicional dos Bens Cultuais, 1712-1998; 

Comissão Nacional de Pensões Eclesiásticas, 1839-1938; 

Comissão de Observação e Acompanhamento dos Concursos para Cargos Dirigentes, 1997-2004; 

Direcção-Geral das Alfândegas, 1800-1990; 

Direcção-Geral dos Impostos, 1600-2003; 

Direcção-Geral da Contabilidade Pública, 1887-1990; 

Direcção-Geral da Fazenda Pública, 1918-2004; 

Direcção-Geral da Justiça e dos Cultos, 1851-1993; 

Gabinete do Ministro das Finanças, 1921-2001; 

Inspeção Geral da Administração Pública, 1989-2006; 

Instituto de Investimento Estrangeiro, 1977-1990; 

Instituto de Gestão do Crédito Público, 1796-1952; 

Ministério do Planeamento, 1968-2002; 

Ministério da Reforma do Estado e da Administração Pública, 1971-2002;

Secretaria de Estado do Orçamento, 1963-1996; 

Secretaria de Estado do Tesouro e das Finanças, 1946-1999; 

Secretaria-Geral do Ministério das Finanças, 1908-1996.


Contacto

Paula Cristina Ucha: paula.ucha@sgmf.gov.pt. 


Condições de acessibilidade

Localização: Largo do Terreiro do Trigo, n.º 29, 1100-603 Lisboa.

E-mail: arquivo.financas@sgmf.gov.pt.

Telefone: (+351) 218 854 100. 

Horário: de segunda a sexta-feira das 9h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h30.

Regulamento:

https://www.sgmf.gov.pt/media/dados/PDF/ARQ/ARQ_REGULAMENTO.pdf.

Tabela de preços: 

https://www.sgmf.gov.pt/media/2278/despacho-210-2023-mf-nova-tabela-de-prec-os-do-ace-da-bc-da-sgmfcleaned.pdf.


Instrumento de acesso à informação

Endereço de Arquivo Digital: https://badigital.sgmf.gov.pt/. 

ARQUIVO DA IGREJA LUSITANA (COMUNHÃO ANGLICANA DE PORTUGAL)

História do arquivo

O Arquivo Histórico da Igreja Lusitana integra documentação que remonta à primeira metade do século XIX, procedente quer da organização diocesana, quer das numerosas paróquias, escolas e outros organismos ligados à Igreja. Uma importante hemeroteca e biblioteca histórica, fundamentais para a história do protestantismo e das minorias religiosas em Portugal encontram-se também em processo de catalogação.

A Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica é uma igreja de matriz anglicana fundada em 1880 por um conjunto de padres e leigos católicos, descontentes com o rumo doutrinal e pastoral que a Igreja Católica adotara e que tinham entrado em contacto com alguns presbíteros anglicanos e outros obreiros ligados a comunidades evangélicas.

Na atualidade, a Igreja Lusitana está integrada na Comunhão Anglicana, (um conjunto de dioceses, províncias e igrejas regionais em comunhão com a Sé de Cantuária que integra cerca de 80 milhões de pessoas), mas é uma igreja nacional e independente, registada como pessoa coletiva religiosa radicada em Portugal.


Fundos e coleções

ARQUIVOS


COLEÇÕES


OUTROS ARQUIVOS


Contacto

Alexandra Vidal: vidal.alexandra@gmail.com.

Telefone: 916988740. 


Condições de acessibilidade

Localização: Rua Afonso Albuquerque, 86, 4430-003 Vila Nova de Gaia, Portugal. 

Email: centrodiocesano@igreja-lusitana.org.

Telefone: (+351) 223 754 018.

Fax: (+351)  223 752 016.


Instrumento de acesso à informação

https://arquivo.igreja-lusitana.org/

ARQUIVO DA PROVÍNCIA PORTUGUESA DA ORDEM FRANCISCANA

História do arquivo

O acervo do Arquivo da Província Portuguesa da Ordem Franciscana é constituído por documentação manuscrita desde meados do século XV até ao século XX e por documentação impressa e/ou publicada desde o século XV ao XIX, proveniente de vários conventos da Ordem em Portugal e em Espanha (Tui, Vilarinho).


Fundos e coleções

Fundo do Livro Antigo Franciscano (séc. XVI-XIX);

Fundo do Pe. António Domingos de Sousa Costa (1926-2002); 

Fundo do Pe. António Joaquim Dias Dinis (1903-1980); 

Fundo das Missões (Moçambique e Guiné Bissau) (séc. XVII-XX);

Fundo dos frades falecidos (séc. XVIII-XX).


Contacto

Isidro Pereira Lamelas: ilamelas@ucp.pt.


Condições de acessibilidade

Pode consultar-se, mediante marcação prévia. 

Localização: Província Portuguesa da Ordem Franciscana, Largo da Luz, n.º 11, 1600 498 Lisboa.

E-mail: itinerarium@ofm.org.pt.

Telefone: (+351) 219 192 947.


Instrumento de acesso à informação

Inventário e catálogo digital.

ARQUIVO DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA

História do arquivo

O Arquivo da Universidade de Coimbra (AUC) é depositário da documentação produzida e recebida pela Universidade, criada por D. Dinis em 1 de março de 1290. Integra ainda os fundos documentais relativos ao Arquivo Distrital, que tem a si agregado.

Tem por missão fundamental "a preservação, o enriquecimento e o tratamento técnico do seu património bibliográfico e documental, o apoio ao ensino e à investigação e o prosseguimento de uma atividade cultural própria".

O documento mais antigo é o pergaminho da Colegiada de Guimarães do ano de 983.

As referências mais remotas sobre o Arquivo são feitas, indiretamente, em traslado da Carta Régia de 17 de novembro de 1525 sobre a eleição do Reitor da Universidade, no fim da qual é dito que o "original jaz no ezcanino do cartorio do studo". 

Após a Reforma Pombalina da Universidade (1772), o cartório da Fazenda tornou-se distinto do cartório da Secretaria, este com documentos da vida académica.

De cartório privado da instituição, tornar-se-á em 1848 Arquivo Público pela Carta de Lei de 23 de maio do mesmo ano, que autoriza a venda em hasta pública dos bens da Universidade, à data já incorporados nos Bens dos Próprios Nacionais.

Com a incorporação de documentos provenientes de outras instituições, o seu património foi-se enriquecendo, passando a desempenhar, desde 1917, de facto, e desde 1931 de jure, as funções de Arquivo Distrital de Coimbra.


Fundos e coleções

CONFRARIAS, IRMANDADES E MISERICÓRDIAS


DIOCESANOS


MONÁSTICO-CONVENTUAIS


PAROQUIAIS



Contacto

Maria Cristina Vieira de Freitas.

auc-geral@auc.uc.pt.


Condições de acessibilidade

Livre, exceto situações de risco devido a mau estado de conservação.


Instrumento de acesso à informação

Guia de todos os fundos, inventário, recenseamento e catálogo de alguns fundos.

https://pesquisa.auc.uc.pt.

ARQUIVO DIOCESANO DE SANTARÉM

História do arquivo

O Arquivo Diocesano de Santarém foi criado por ereção canónica no dia 5 de abril de 2012. Este reveste-se desde logo de enorme significado eclesial na medida em que a sua assinatura decorreu na missa crismal. Resulta, para além da vontade episcopal de um protocolo entre a Direção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, a Direcção-Geral de Arquivos e a Diocese de Santarém para a implementação de um centro de documentação. A missão do Arquivo Diocesano de Santarém enquanto serviço pastoral reside na sua vocação especialmente direcionada para a promoção e salvaguarda do património documental da Diocese de Santarém, em todas as suas vertentes, através da sua identificação, organização, descrição, conservação, valorização, investigação e divulgação. É também responsabilidade do Arquivo prestar apoio aos serviços centrais e demais organismos diocesanos, bem como às entidades sujeitas à jurisdição diocesana, nomeadamente as Paróquias, para implementação de boas práticas no que concerne ao património documental, quer seja de natureza histórica quer ainda durante a fase ativa da documentação. Apesar de prever nos seus estatutos intervenção em todos os ciclos de vida do documento, o arquivo provê sobretudo no arquivo histórico e intermédio, colaborando sempre que é chamado para o feito a dar o seu parecer. Incorpora periodicamente a documentação proveniente da Chancelaria. A documentação resulta da atividade dos bispos e das instituições que auxiliam no governo e administração da diocese, como a Cúria, a Chancelaria e a Secretaria. Bem como de documentação proveniente de incorporações de outros organismos da Diocese como a Cáritas Diocesana, Junta Central de Escuteiros de Santarém, Secretariados extintos, como o antigo Secretariado de Comunicação e Acção Pastoral, Secretariado Diocesano de Arte Sacra, Escola Diocesana de Teologia. Escola Superior de Educação de Torres Novas, Colégio Andrade Corvo e espólios de sacerdotes. No âmbito do preconizado pelo direito canónico (can.535 ss5), do regulamento de administração dos bens da igreja diocesana de Santarém, o prelado diocesano emitiu em 2012 carta circular a todos os párocos a fim de se poder incorporar no Arquivo Diocesano, os arquivos paroquiais. Deste modo estão depositados no Arquivo Diocesano cerca de 90% dos arquivos paroquiais da diocese. Nos arquivos paroquiais verificam-se como entidades produtoras as colegiadas, comissão fabriqueira/comissão de culto, fábrica da igreja paroquial, benefício paroquial, junta de paróquia, confrarias e irmandades e outras associações de fiéis, movimentos e obras (Associação do Sagrado Coração de Jesus, Obra das Vocações Sacerdotais, Cáritas, movimentos da Acção Católica, Conferências da Sociedade de São Vicente de Paulo, entre outros). O Arquivo Diocesano contempla ainda a documentação do Seminário Patriarcal de Santarém, que herda alguma documentação do antigo Colégio de Nossa Senhora da Conceição para Clérigos Pobres, assim como de inúmeras colegiadas extintas cujo património constitui dotação para a reabertura deste Seminário em 1853.


Fundos e coleções

Seminário Patriarcal de Santarém, [1429?]-1975;

D. António de Campos, Vigário Episcopal de Santarém, 1966-1969; 

D. António Francisco Marques, 1.º Bispo de Santarém, 1975-1997; 

Chancelaria, 1975-2020; 

Escola Superior de Educação de Torres Novas, 1988-2016; 

Paróquias. 


Contacto

Alexandra Xisto: arquivodiocesanosantarem@gmail.com | 243304065.


Condições de acessibilidade

A consulta presencial é realizada através de marcação prévia. 

Estamos disponíveis para qualquer esclarecimento através de e-mail ou telefone.

Localização: Edifício do Seminário, Praça Sá da Bandeira, 2000-135 Santarém.

E-mail: arquivodiocesanosantarem@gmail.com.

Telefone: (+351) 243304065/60.


Instrumento de acesso à informação

O Arquivo possui guias de remessa da documentação incorporada e alguns ficheiros.

ARQUIVO DISTRITAL DE ÉVORA

História do arquivo

O Arquivo Distrital de Évora é um arquivo de âmbito regional, com a natureza de unidade orgânica flexível, na dependência da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB). Procura principalmente promover a preservação, valorização, divulgação e acesso ao património arquivístico da sua área de intervenção, garantindo os direitos do Estado e dos Cidadãos e servindo como recurso probatório e informativo da atividade administrativa, bem como guardião da memória coletiva e individual.

O Arquivo Distrital de Évora, que abrange um total de 14 concelhos, foi criado pelo Decreto n.º 2859, de 29 de Novembro de 1916 (retificado posteriormente), o que o torna o terceiro mais antigos do País e um dos poucos a funcionar regular e ininterruptamente até hoje.

A necessidade da sua existência esteve sobretudo ligada às incorporações efetuadas ou em vias de realização de documentação relativa à Diocese e ao Distrito de Évora que interessava à história da região e que tinha sido recolhida provisoriamente na Biblioteca Pública de Évora.

Segundo o citado Decreto, o Arquivo Distrital era criado em anexo à Biblioteca Pública de Évora e subsidiado pela Câmara Municipal de Évora, tendo sido instalado no Convento dos Loios, expropriado em 1915 à Família Cadaval. Ao longo do tempo, e enquanto se encontrava unido à Biblioteca Pública, com a designação englobante de Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Évora, foram sendo integradas sistematicamente novas espécies nos Fundos indicados, sendo o volumoso acervo atual, muito completo desde o séc. XVI, de grande interesse histórico e cultural.

A decisão de criar a Pousada dos Loios no edifício onde se localizava o Arquivo Distrital levou a que o seu acervo, tal como o da Hemeroteca da Biblioteca Pública, fosse transferido para duas alas do Colégio do Espírito Santo, que lhes foram afetas pelos despachos do Senhor Ministro da Educação Nacional de 06 de junho de 1962 e de 15 de novembro de 1962. Noutras alas do mesmo edifício funcionava então o Liceu de Évora. Com a refundação da Universidade de Évora, em 1979, houve necessidade de lhe atribuir instalações, o que foi efetuado através do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 325/80, de 26 de agosto, no qual se estipulou que lhes eram entregues “o edifício e demais instalações em que funcionou o Liceu Nacional de Évora até final do ano lectivo de 1978-1979”. Excluindo, deste modo, as partes do Colégio do Espírito Santo afetas ao Arquivo Distrital e à Hemeroteca.

Considerando a especificidade do Arquivo em relação à Biblioteca Pública, e fazendo justiça ao seu valor e prestígio, bem como ao interesse, extensão e relevância do seu acervo, foi decidido superiormente separá-lo da Biblioteca, com designação igual à inicial de Arquivo Distrital de Évora, o que foi determinado pelo Decreto-Lei n.º 60/97 , de 20 de Março.

Na sequência deste processo, foram as instalações remodeladas e beneficiadas e o seu recheio, a nível de mobiliário, maquinaria e equipamento, enriquecido, visando-se um mais eficaz funcionamento e um melhor atendimento dos investigadores.

Atualmente encontram-se os depósitos próximos do limite da capacidade, mas com um enorme esforço de otimização do espaço levado a efeito pelo pessoal do Arquivo Distrital tem sido possível proceder a novas incorporações, nomeadamente, das conservatórias do Registo Civil, dos cartórios notariais, dos tribunais judiciais e do extinto Governo Civil.

Para saber mais sobre a História do Arquivo Distrital de Évora poderá consultar o livro publicado no dia 29 de novembro de 2016, data em que se assinalaram 100 anos sobre a criação desta entidade.


Fundos e coleções

PAROQUIAIS

Concelho de Alandroal:

Concelho de Arraiolos:

Concelho de Borba:

Concelho de Estremoz:

Concelho de Évora:

Concelho de Montemor-o-Novo:

Concelho de Mora:

Concelho de Mourão:

Concelho de Portel:

Concelho de Redondo:

Concelho de Reguengos de Monsaraz:

Concelho de Vendas Novas:

Concelho de Viana do Alentejo:

Concelho de Vila Viçosa:


DIOCESANOS


HOSPITAIS


MISERICÓRDIAS


MONÁSTICO-CONVENTUAIS


COLEÇÔES


Contacto

E-mail: mail.adevr@adevr.dglab.gov.pt.

Telefone: (+351) 266 006 600.

Fax: (+351) 266 006 601.


Condições de acessibilidade

Localização: Avenida da Universidade n.º 5, 7005-869 Évora.

Horários: dias úteis das 09h00 às 12h30 e das 13h30 às 17h00.

Encerra aos sábados, domingos e feriados.

Feriado municipal: 29 de junho (Dia de S. Pedro).

Requisições de documentos para consulta, pedidos de duplicação e pagamentos: das 09h00 às 12h15 e das 13h30 às 16h00.


Instrumento de acesso à informação

https://digitarq.adevr.arquivos.pt.

ARQUIVO HISTÓRICO DA PARÓQUIA DE SÃO NICOLAU

História do arquivo

O Arquivo Histórico custodiado pela Paróquia de São Nicolau e São Julião (Lisboa) conserva documentação produzida entre os séculos XVI e XX, no âmbito da gestão institucional, patrimonial, financeira e religiosa não só da Paróquia de São Nicolau e da antiga Paróquia de São Julião, mas também das capelas e outras instituições a elas adstritas, com destaque para a Irmandade do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Caridade (com a sua Escola) e a Irmandade de Nossa Senhora da Oliveira (dos Confeiteiros), além de outros pequenos fundos. Atualmente administradas em unidade, o Arquivo da Paróquia de Santa Maria Madalena (incluindo os fundos provenientes da Igreja de Nossa Senhora da Conceição Velha) é também gerido em conjunto com o da Paróquia de São Nicolau.


Fundos e coleções

Paróquia de São Nicolau (1591-[19--]);

Irmandade do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora da Caridade da freguesia de São Nicolau (1621-2009);

Irmandade de Nossa Senhora da Oliveira (1624-1982);

Irmandade de São Miguel e Almas (1755-1866);

Apostolado da Oração do Sagrado Coração de Jesus (1900-1999);

Associadas Filhas de Maria (1911-1913);

Associadas de Nossa Senhora das Dores (1929-1955);

Associadas de Nossa Senhora de Lourdes (1938-1947);

Associadas de São José (1915-1917);

Associados de Santo António de Lisboa (1936-1947);

Associação dos Cruzados de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (1935-1945).


Contacto

Madalena Bobone: madalena.bobone@pintobasto.com.

João Cambado: jpmcambado@gmail.com. 


Condições de acessibilidade

Localização: Igreja de São Nicolau, Rua da Vitória, 1100-618 Lisboa. 

E-mail: geral@paroquiasaonicolau.pt | www.paroquiasaonicolau.pt. 

Telefone: (+351) 218 879 549.

Horário: de segunda a sexta das 9h00 às 18h00.


Instrumento de acesso à informação

Sim.

ARQUIVO HISTÓRICO DA PROVÍNCIA PORTUGUESA DA ORDEM HOSPITALEIRA DE S. JOÃO DE DEUS

História do arquivo

História administrativa: 

Os Irmãos Hospitaleiros entraram em Portugal no ano de 1580, durante o reinado de Filipe II de Espanha, com o intuito de prestar assistência médica, cirúrgica e de enfermagem aos militares espanhóis durante a Guerra de anexação de Portugal à Espanha que conduziu à União Ibérica, entre os anos de 1580 e 1640. Durante a Dinastia Filipina, os Irmãos Hospitaleiros prestaram assistência no Hospital do Castelo de S. Jorge, também conhecido como “Hospital dos Soldados” ou “Hospital dos Castelhanos”. Quando os Irmãos entraram em Portugal já se encontravam canonicamente instituídos como Congregação de João de Deus através da Bula Licet ex debito, promulgada pelo Papa Pio V, a 1 de janeiro de 1572, após o Breve Salvatori nostris, de 8 de agosto de 1571, tendo sido elevada a Ordem mendicante, a 1 de outubro de 1586, pelo Breve Etsi pro debito, do papa Sisto V, passando a denominar-se “Ordem de João de Deus”. Em 1592, ocorreu um retrocesso canónico de Ordem para Congregação, com a promulgação do Breve Ex Omnibus, pelo Papa Clemente VII. O estatuto de Ordem foi restituído à Congregação de João de Deus, a 7 de julho de 1611, através do Breve Romanus Pontifex, em que o Papa Paulo V determinou a reintegração total da Congregação em Espanha e nos seus domínios. O mesmo Paulo V, com o Breve Romanus Pontifex, de 13 de fevereiro de 1617, determinou a reintegração total da Congregação em Itália, com as mesmas prerrogativas que havia concedido à Congregação Espanhola. A partir desta data, a Ordem passou a ter dois Superiores Gerais. Em Portugal, a Ordem foi extinta em 1834, graças à “Reforma geral eclesiástica”, decretada por Joaquim António de Aguiar, Ministro e Secretário de Estado, que levou à extinção das Ordens religiosas regulares masculinas. No dia 1 de julho de 1890, ocorreu a Restauração da Ordem Hospitaleira em Portugal, através do Padre Bento Menni, hoje S. Bento Menni, Sacerdote da Ordem Hospitaleira, que recebeu a missão de restaurar a Ordem Hospitaleira na Península Ibérica, pelo Superior Geral Padre João Maria Alfieri, com aprovação do Papa Pio IX. Durante 38 anos, as Comunidades de Irmãos de S. João de Deus dependeram da Província espanhola. No dia 1 de maio de 1928, foi declarada oficialmente a Ereção Canónica da Província Portuguesa da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus (PPOHSJD), durante o Capítulo Geral da Ordem na Casa-Hospital de S. João Calibita, em Roma, celebrado entre 26 de abril e 1 de maio desse ano. 

O Arquivo Histórico da Província Portuguesa da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus encontra-se instalado no Centro de Documentação do Museu S. João de Deus - Psiquiatria e História, sito na Casa de Saúde do Telhal (Sintra), no edifício da antiga Escola Apostólica dos Irmãos de S. João de Deus. O Museu foi inaugurado no dia 8 de março de 2009, mas a documentação destinada ao Arquivo Histórico foi sendo reunida a partir de 2006, com o intuito de ser devidamente tratada e acondicionada num único local que permitisse a sua consulta de uma forma prática e eficaz. 

O Arquivo Histórico tem como objetivos principais preservar, valorizar e divulgar a história da Província Portuguesa da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, dar a conhecer os cuidados de saúde prestados pelos Irmãos de S. João de Deus e a evolução da assistência médica-hospitalar, principalmente na área da psiquiatria.

O espólio da antiga Província Portuguesa, até 1834, por ter sido incorporado no Bens Nacionais, encontra-se disperso por várias bibliotecas públicas (como a Biblioteca Nacional de Portugal ou o Arquivo Nacional da Torre do Tombo) e entidades eclesiásticas e particulares. Neste contexto, o fundo antigo do Centro de Documentação do Museu SJD, inicia-se com a documentação desde a Restauração da Ordem Hospitaleira em Portugal, em 1890. O espólio arquivístico e fotográfico é vasto e variado, com a maior parte do seu volume documental datado da década de 1920 em diante. No entanto, o Arquivo Histórico contém alguma documentação original do final do séc. XIX, dos primeiros tempos da restauração da Ordem Hospitaleira em Portugal e também do início do séc. XX.

O acervo do Arquivo Histórico está repartido em dois grupos documentais: a) Espólio documental, datado até 1950, em que, por questões éticas de caráter institucional e/ou particular, só terá referência arquivística de âmbito geral ao nível dos fundos. Este espólio só poderá ser consultado, após autorização do Superior Provincial da PPOHSJD e/ou da Comissão de Ética do Instituto S. João de Deus (ISJD); b) Acervos documentais que podem ser consultados e divulgados, sem restrições.


História custodial: 

A documentação presente no Arquivo Histórico da Província Portuguesa da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus foi transferida para o Museu S. João de Deus - Psiquiatria e História em 2008, um ano antes da sua inauguração, no dia 8 de março de 2009. Trata-se de documentação pertencente à Província Portuguesa, tendo provindo dos vários Estabelecimentos de saúde (Casas de Saúde, Hospitais e Clínicas) e respetivas Comunidades de Irmãos de S. João de Deus que a Ordem possui em Portugal, em Timor-Leste e nas antigas Unidades de Saúde que a PPOHSJD teve no Brasil, em Angola e em Moçambique.

O grande volume de documentação existente ainda não permitiu que se completassem a maior parte dos registos descritivos. O processo de tratamento arquivístico encontra-se atualmente em curso, assim como a digitalização dos documentos, principalmente do acervo fotográfico.


Fundos e coleções

a) Fundos que apenas podem ser consultados após autorização do Superior Provincial da OHSJD e/ou da Comissão de Ética do Instituto S. João de Deus (ISJD):


b) Fundos que podem ser consultados e divulgados:


Contacto

João Castela Oliveira: joao.oliveira@isjd.pt.


Condições de acessibilidade

Localização: Museu S. João de Deus – Psiquiatria e História, Casa de Saúde do Telhal, Estrada do Telhal, n.º 55, 2725-588 Mem Martins, Portugal.

Email: museu@isjd.pt.

Telefone: (+351) 219 179 200.

Telemóvel: (+351) 926 606 804.

Horário: de segunda a sexta entre as 09h00 e as 13h00 e as 14h30 e as 17h00.

ARQUIVO HISTÓRICO MUNICIPAL DE ALBUFEIRA

História do arquivo

A cidade de Albufeira, como tantas outras cidades algarvias, tem a sua génese envolta em mistério. Pensa-se que, na Pré-história, já era povoada, mas sabe-se que no Império Romano era conhecida por Baltum. Posteriormente, no domínio árabe Albufeira ganha ainda mais relevância. Os árabes edificaram defesas que a tornaram, durante bastante tempo, inconquistável. A antiga mesquita, que deu lugar à Igreja matriz, e o castelo perduraram no tempo, mas só até ao grande terramoto de 1755. No entanto ainda hoje se encontram vestígios materiais desse passado.

Aquando da Reconquista Cristã, o Castelo de Albufeira foi doado à Ordem Militar de Avis, por D. Afonso III, em 1 de Março de 1250, devido à necessidade de assegurar a defesa do território, organização do sistema tributário, e aplicação da justiça. Já no século XVI, a 20 de Agosto de 1504, e devido à grande importância obtida enquanto porto comercial, é-lhe outorgada, por D. Manuel, a carta foralenga.

Em 26 de Julho de 1833, Albufeira foi vítima de um dos mais devastadores episódios da guerra civil que devastou o país, a guerra entre irmãos, entre absolutistas e liberais. O grupo de soldados revoltosos absolutistas comandados por José Joaquim de Sousa Reis.

Albufeira teve, durante o século XIX, uma evolução económica importante, graças à pesca, exportação de peixe e de frutos secos.

A década de 30, claramente politizada, símbolo do despertar de um novo regime, marco na história contemporânea portuguesa e culturalmente sinónimo do desafio dos mais jovens aos cânones conservadores do regime. Havia uma perceção clara de como a cultura se poderia transformar num poderoso instrumento de poder ao serviço do Estado, nomeadamente na construção de uma retórica cultural onde os conflitos sociais são harmonizados em torno de grandes desígnios nacionais.

O turismo foi perdendo grande parte da sua função ideológica, para se transformar na promoção de mais um destino para férias a preços baratos. As preocupações económicas lançam para um patamar inferior as de natureza ideológica.

Ao nível nacional o maior destaque ia para o Estoril, local privilegiado de encontro entre a elite ligada à política e à cultura portuguesa. Ao nível concelhio, Albufeira apresentava uma dinâmica pouco comum no início do século XX português.

O que tornou esta dinâmica possível, assim como o desenvolvimento do turismo em Albufeira foi a ligação entre a Praia e a Vila - o túnel e a Rua 5 de Outubro. A construção deste túnel teve, na altura, tal importância que foi inaugurado pelo então Ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco.

Mas a época balnear não se pautava apenas pela ida a banhos, Albufeira organizava um programa de festas que rivalizava com muitos cartazes, além do casino albufeirense que fazia as delícias de uma elite, Setembro era o mês de eleição para os espetáculos. Os torneios desportivos, o fogo-de-artifício, a dança, o Jazz, e os demais espetáculos eram a grande atração para centenas de turistas que se deslocavam até Albufeira.

Nas décadas de 30 e 40, Albufeira acompanhou o decréscimo das atividades comercias, à semelhança do que se passou com muitas localidades algarvias. Durante este período, mais difícil, fábricas foram encerradas, atividades económicas desapareceram, e a população voltou-se para a pesca enquanto atividade de subsistência.

No início da década de 60, assistiu-se ao nascimento do fenómeno turístico. Foi, no entanto, no final da década de 70 e início da 80, que se verificou o grande crescimento económico de Albufeira, demonstrado não só no aumento exponencial de turistas assim como no entusiasmo urbanístico. A localidade foi elevada a cidade em 1986.

A área do concelho de Albufeira abrange 4 freguesias: Albufeira e Olhos de Água, Guia, Ferreiras e Paderne.


Fundos e coleções

Fundo da Câmara Municipal de Albufeira,1504-2023;

Fundo da Administração do Concelho, 1856-1955;

Fundo do Cine-Pax, 1945-1979;

Fundo da Paróquia de Paderne, 1703-1996;


Contacto

Sónia Negrão: sonia.negrao@cm-albufeira.pt


Condições de acessibilidade

Localização: Beco José Bernardino de Sousa, 2-A, R/C, 8200-018 Albufeira.

Email: arquivo.historico@cm-albufeira.pt.

Telefone: (+351) 289 599 638.

Site: arquivo.municipal@cm-albufeira.pt.

Horário: de segunda a sexta entre as 9h30 e as 16h30.

Consulta livre. De acordo com o Regulamento Interno do Arquivo Histórico de Albufeira a consulta pública dos documentos depende do estado de conservação dos mesmos. A consulta está sujeita às Normas para a consulta e manuseamento de documentação histórica.

Regulamento do Arquivo em:

http://www.cm-albufeira.pt/NR/rdonlyres/327C33FE-60E8-4BEE-AF9C-74C9F7482C30/0/regulamento.pdf.


Instrumento de acesso à informação

IDD disponível em https://arquivo.cm-albufeira.pt/SearchAdvanced.aspx.

ARQUIVO PORTUGUÊS DA COMPANHIA DE JESUS (APSI)

História do arquivo

O Arquivo tem documentação a partir de 1829 graças a um Arquivista, que. prevendo a expulsão de 1910, o distribuiu por pessoas amigas da Companhia, as quais, habilidosamente, o fizeram chegar principalmente a Espanha. De aí veio para Portugal e tem acompanhado as mudanças da Cúria Provincial do Porto para Lisboa (Rua da Lapa) e agora no Largo da Turquia, 10. 

É administrado pelo Arquivista, nomeado pelo P. Provincial e supervisionado pelo P. Sócio do Provincial. 

Recolhe toda a documentação relativa à Província Portuguesa da Companhia de Jesus.


Fundos e coleções

Governo da Província (correspondência com a Cúria Geral, em Roma, Cartas e Circulares do P. Provincial à Província, Atas das Consultas, Correspondência com os Bispos e Governantes);

Residências, Colégios, Casas de Formação;

Questões económicas;

Missões (Macau, Timor, Brasil, Índia, Moçambique e Angola);

Catálogos e Livros de Registos;

Espólios individuais;

Revistas publicadas na Província Restaurada;

Cartas Edificantes (1909 - 1936);

Ecos da Província (1926 - 1971);

Jesuítas - Informação aos amigos;

Relíquias e objetos litúrgicos antigos.


Contacto

Francisco Correia, sj.

E-mail: arquivoppcj@jesuitas.pt.

Telefone: 217 543 060.


Condições de acessibilidade

Mediante contacto com o arquivista através de mail ou telefone.

Endereço: Largo da Turquia, 10, Lumiar, 1750-250 Lisboa.


Instrumento de acesso à informação

Possui inventário.

BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA JOÃO PAULO II

História do arquivo

A Biblioteca Universitária João Paulo II tem como missão dar suporte à Comunidade Académica, promovendo pontes com as Faculdades e Unidades de Investigação, através de um diálogo constante, que permitam a adequação dos seus serviços às necessidades dos colaboradores, estudantes, investigadores, docentes, sem esquecer os utilizadores externos. 

Desde a sua génese que é uma Biblioteca de livre acesso, procurando através da formação dirigida aos estudantes dos diferentes ciclos de estudo, proceder à sua capacitação e autonomização na utilização dos recursos tradicionais e digitais. 

A Biblioteca tem um acervo muito rico e diferenciado decorrente das doações de que tem sido objeto, quer no plano dos arquivos pessoais e históricos, quer na vertente de livro antigo. Destacamos o fundo de Teologia, o acervo Göerres, centrado na obra do Pde. António Vieira, o arquivo pessoal de Ruy Cinatti e as Bibliotecas Memoriais António Sardinha e Eduardo Coelho.


Fundos e coleções

Fundo Ruy Cinatti, 1757-1996; 

Fundo António Sardinha, 1887-1925; 

Fundo Hernâni Lopes, ca. 1979-1985; 

Fundo Manuel Campos Pereira, 1906-1981; 

Fundo João Franco, 1855-1929; 

Fundo António da Silva Rego, 1905-1986.


Contacto

Ana Folque Gouveia.

E-mail: biblioteca.lisboa@ucp.pt.

Telefone: (+351) 217  214 016/11. 


Condições de acessibilidade

Endereço: Palma de Cima, 1649-023 Lisboa. 

Horário: de segunda a sexta entre as 9h00 e as 21h00.


Instrumento de acesso à informação

Fundo Ruy Cinatti https://papir.cehr.ft.ucp.pt/index.php/ruy-cinatti;

Fundo António Sardinha: inventário, pode ser consultado presencialmente. 

Os restantes fundos encontram-se em tratamento técnico.

CÁRITAS PORTUGUESA

História do arquivo

A Cáritas Portuguesa foi constituída pelo Episcopado Português em 1956, herdando a execução de um programa, o património e os principais dirigentes de uma associação fundada em 1946. Distintas na origem e nos objetivos, as duas organizações apresentam uma clara continuidade no plano dos recursos, dos métodos, do impacto público e da liderança. Em 1976 e em 2000 começaram a vigorar novos estatutos mediante aprovação da Conferência Episcopal.

Em 9 de maio de 1946, a associação União de Caridade Portuguesa teve os seus estatutos aprovados por despacho do subsecretário de Estado da Assistência Social, Joaquim Trigo de Negreiros. A sua finalidade principal consistia na proteção de menores no meio familiar, escolar e profissional por intermédio da colaboração com organizações particulares, civis e religiosas, portuguesas e estrangeiras. O intercâmbio internacional com organizações similares, oficiais e particulares seria uma das marcas inscritas nos estatutos. Pretendia-se, no imediato, a organização de um serviço de socorro a crianças estrangeiras, vítimas da guerra. O Programa de Acolhimento Temporário de Crianças começaria a funcionar em 1947. Entre os objetivos constava, ainda, o estudo das condições de vida das crianças para auxílio material e moral, a promoção da defesa da criança e a organização de creches, lactários, refeitórios, consultas de pediatria e colónias de férias. Com duas categorias de sócios, ativos e benfeitores, a associação teria uma direção com composição exclusivamente feminina. A sua sede seria em Lisboa e poderiam ser nomeados correspondentes e formadas delegações locais.

A 19 de março de 1956 os estatutos da União de Caridade Portuguesa (Caritas) eram aprovados pelo Cardeal Cerejeira, por recomendação da Santa Sé, após consulta da Assembleia Plenária do Episcopado, auscultado o parecer do ministro do Interior. A finalidade principal da nova organização consistia no exercício e na promoção da caridade cristã. Pretendia-se a criação de associações, obras e instituições de assistência social, orientando-as e auxiliando-as. A colaboração no campo internacional com organizações congéneres e representação de organizações religiosas com finalidades de assistência ou beneficência eram marcas inscritas nos estatutos. Cerca de um mês (13 de abril) após a aprovação episcopal dos estatutos da União de Caridade Portuguesa (Caritas), o Diário do Governo publicava um despacho com a extinção da associação formada em 1946 (União de Caridade Portuguesa), depois da sua presidente de sempre, Fernanda Jardim, ter sido nomeada por Cerejeira para liderar a organização de 1956. A conclusão do Programa de Acolhimento Temporário de Crianças seria acompanhada por nova iniciativa mobilizadora de recursos por todo o território português, dotado de significativo impacto público, correspondendo a acordo firmado em fevereiro de 1956. A execução do Programa de Ajuda Alimentar contaria com o apoio decisivo dos poderes públicos norte-americanos, por intermédio do Catholic Relief Services (CRS).

Com a transição democrática em Portugal, a Conferência Episcopal Portuguesa aprovaria uma primeira reforma estatutária da organização formada em 1956. Mantinham-se os vínculos fundadores que estavam expressos nos estatutos assinados por Cerejeira e a denominação assegurava a tradição de 1946 e 1956. Organização da Igreja Católica, instituída pela Conferência Episcopal Portuguesa, e membro da Cáritas Internacional, instituída pela Santa Sé, a "União de Caridade Portuguesa 'Cáritas', também denominada Cáritas Portuguesa" visava, nos termos da reforma estatutária de 1976, a promoção e o exercício de atividades sócio-caritativas. As principais novidades da reforma estatutária residiam na estrutura interna e na organização das finalidades. Seria composta pela federação das Cáritas Diocesanas para ações de: apoio das camadas mais carenciadas da população, por intermédio da sua valorização e promoção da educação para a solidariedade, da consciência crítica e da justiça social; reforma de estruturas para desenvolvimento integral do homem; socorro em caso de calamidade pública ou urgência reconhecida; cooperação com instituições e grupos de ação social. A integração social de retornados das antigas colónias em África justificava um amplo programa mobilizador direcionado para a criação de postos de trabalho, com a habitação a justificar clara prioridade. A consolidação de Cáritas Diocesanas e a animação da pastoral social seriam decididas apostas nas décadas finais do século XX.

Com o novo milénio, a alteração estatutária colocaria a Doutrina Social da Igreja, imperativos de solidariedade e a legislação civil e canónica como orientações da Cáritas Portuguesa. Como união das Cáritas Diocesanas, a Cáritas Portuguesa atribui prioridade às situações mais graves de pobreza ou exclusão social. Os objetivos inscritos nos estatutos de 2000 consistem na assistência, em situações de dependência ou emergência, na promoção social, no desenvolvimento solidário e na transformação social em profundidade, no domínio das relações sociais, dos valores e do ambiente. Para fazer face a situações de pobreza estrutural e de emergência, as prioridades assentariam a conjugação entre a formação profissional e cívica e a consolidação da Rede Cáritas.


Fundos e coleções

Espólio Acácio Ferreira Catarino, 1961-2006;

Arquivo Histórico da Cáritas Portuguesa, 1946-2023;

Coleção Mário Pinto Coelho, 1967-2013;

Espólio José Mendes Serrazina, 1943-1988;

Arquivo do Secretariado Nacional de Ação Social e Caritativa, 1947-2005.


Contacto

Localização da sede: Praça Pasteur, n.º 11 – 2.º Esq, 1000-238 Lisboa.

URL: https://caritas.pt.

E-mail: caritas@caritas.pt


Condições de acessibilidade

O acervo está acessível localmente a todos os investigadores nacionais ou estrangeiros maiores de 18 anos, mediante marcação: arquivo@caritas.pt.


Instrumento de acesso à informação

Papir: https://portal.cehr.ft.lisboa.ucp.pt/arquivos/index.php/.

CATÓLICA RESEARCH CENTRE FOR PSYCHOLOGICAL, FAMILY AND SOCIAL WELLBEING (CRC-W)

História do arquivo

Criado em 2017 na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (UCP), o Católica Research Centre for Psychological, Family and Social Wellbeing (CRC-W) é um centro de investigação interdisciplinar orientado para responder aos desafios da sociedade, pretendendo coordenar, promover e disseminar investigação sobre bem-estar individual, familiar e social. 

Na sua constituição, assumiu o património de anteriores unidades da área do Serviço Social da UCP, integrando linhas de trabalho conexos com o mesmo campo disciplinar. O CRC-W tem à sua guarda a coleção documental Margarida Abreu, constituída por um repositório de documentos e textos recolhidos por Margarida Abreu, sobre a temática do Serviço Social. A coleção contém documentos da colecionadora, enquanto aluna e professora do Instituto de Serviço Social de Lisboa, assim como outros por si recolhidos que pertenceram a antigas alunas e colegas do referido instituto ou de outras instituições de ensino.


Fundos e coleções

Coleção documental Margarida Abreu 1925-2014.


Contacto

E-mail: crcw@ucp.pt.

Telefone: (+351) 217 214 018.


Condições de acessibilidade

Regulamento: http://icm.ft.lisboa.ucp.pt/resources/Documentos/CEHR/Rec/arqLinoNeto/Regulamento.pdf.

Localização: Universidade Católica Portuguesa, Palma de Cima, 1649-023 Lisboa.

Mediante marcação: secretariado.cehr.ft@ucp.pt.


Instrumento de acesso à informação

Papir: https://papir.cehr.ft.ucp.pt/index.php/crc-w.

CENTRO DE ESTUDOS DE HISTÓRIA RELIGIOSA

História do arquivo

O Centro de Estudos de História Religiosa (CEHR) é uma unidade de investigação científica e de formação da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Custodia alguns fundos arquivísticos, sobretudo espólios pessoais, que lhe foram confiados pelos produtores, tendo, em junho de 2015, lançado o projeto PAPIR - Plataforma de Arquivos Pessoais e de Instituições Religiosas, repositório de descrições documentais.


Fundos e coleções

Arquivo Guilherme Braga da Cruz, [post. 1789]-1983;

Arquivo José Maria Braga da Cruz, 1648-1989;

Arquivo Professor António Lino Neto, 1873-1961;

Arquivo Susan Lowndes, 1903-1992;

Coleção de Alberto João Pedrógão, 1950-1951;

Coleção de Ana Vicente, 1943-1971;

Coleção de Celeste Alves da Costa, 1966-1969;

Coleção de Francisco Lino Neto, 1910-1966;

Coleção de Manuel Duque Vieira, 1947-1963;

Coleção de Margarida Abreu, 1952-1975;

Coleção de Maria Amélia Macedo dos Santos, 1908-1984;

Coleção de Maria Palmyra Roseta Fino, 1947-1972;

Coleção do Centro de Ação Social Universitário, 1949-1964;

Coleção do Jornal "Ala", 1941-1949.


Contacto

URL: http://www.cehr.ft.lisboa.ucp.pt

E-mail: cehr.ft@ucp.pt.

Telefone: (+351) 217 214 130.


Condições de acessibilidade

Regulamento: http://icm.ft.lisboa.ucp.pt/resources/Documentos/CEHR/Rec/arqLinoNeto/Regulamento.pdf.

Localização: Universidade Católica Portuguesa, Palma de Cima, 1649-023 Lisboa.

Mediante marcação: secretariado.cehr.ft@ucp.pt.


Instrumento de acesso à informação

Papir: https://papir.cehr.ft.ucp.pt/index.php/cehr.

FORUM ABEL VARZIM

História do arquivo

A ideia de criação do Forum Abel Varzim – Desenvolvimento e Solidariedade remonta a um seminário de homenagem ao padre Abel Varzim, por ocasião do 30.º aniversário da sua morte, em 1994. Foi constituído como associação sem fins lucrativos por escritura pública de 27 de abril de 1996, e posteriormente adotado a forma de organização não-governamental com o objetivo de promover a cidadania e a intervenção consciente dos cidadãos na sociedade. A Declaração Universal dos Direitos do Homem e a Doutrina Social da Igreja são as suas referências principais.

As linhas fundamentais da atuação do Forum inscrevem-se nos eixos centrais da conduta do padre Abel Varzim no espaço público, como sejam a justiça social, os direitos humanos e a defesa da liberdade e da dignidade humana.

Como associação, é dotada dos seguintes órgãos: assembleia-geral, direção e conselho fiscal. As suas atividades consistem na organização de colóquios, debates e cursos em torno dos problemas sociais e do desenvolvimento e na publicação de obras de Abel Varzim ou que promovam o seu legado. Regularmente, promove a publicação da revista Transformar.


Fundos e coleções

Coleção documental Abel Varzim, 1920-2019.


Contacto

URL: https://www.centrosocialabelvarzim.com

E-mail: geral@centrosocialabelvarzim.com.


Condições de acessibilidade

O acervo está acessível localmente a todos os investigadores nacionais ou estrangeiros maiores de 18 anos, mediante marcação, usando para o efeito o mail geral.

Localização: Centro Social Cultural e Recreativo Abel Varzim, Rua Padre Eduardo, n.º 1115, 4755-160 Cristelo BCL.


Instrumento de acesso à informação

Papir: https://papir.cehr.ft.ucp.pt/index.php/forum-abel-varzim.

SANTUÁRIO NACIONAL DE CRISTO REI

História do arquivo

D. Manuel Gonçalves Cerejeira foi um entusiástico e dedicado devoto do Sagrado Coração de Jesus. Despertou para esta forma de piedade cristã desde criança por influência dos pais. Esta devoção foi provavelmente reforçada quando frequentou o Seminário Conciliar de Braga, em 1908 e 1909, já que aí teve como professor o P. Martins Capela, que entre 1907 e 1913 construiu um monumento ao Sagrado Coração de Jesus, no Monte das Mós (Terras de Bouro) na diocese de Braga, recorrendo a uma subscrição pública. Finalmente, aprofundou esta vivência espiritual, através do convívio em Coimbra com o P. Mateo Crawley. Em 23 de março de 1928, foi nomeado arcebispo de Mitilene e auxiliar de Lisboa, tendo sido escolhido logo nesse ano pelo episcopado para redigir a Pastoral Coletiva sobre a Consagração Nacional ao Coração Divino de Jesus. Quando foi nomeado patriarca de Lisboa, em 18 de novembro de 1929 (tomando posse por procuração a 22 de janeiro de 1930) e depois das cerimónias em Roma relativas à concessão da dignidade cardinalícia, partiu em peregrinação, no dia 14 de janeiro de 1930, para Lisieux e Paray-le-Monial, onde esteve em recolhimento vários dias e rezou junto dos túmulos de Santa Teresinha e Santa Margarida Maria (vidente do Sagrado Coração), só tendo dado entrada na sua diocese no dia 2 de fevereiro desse ano. O primeiro ponto do seu programa pessoal era instaurar na sociedade portuguesa o reinado do Coração de Jesus.

A diocese que D. Manuel Gonçalves Cerejeira governaria até 29 de julho de 1971 caracterizava-se por uma viva devoção ao Coração de Jesus com a adesão de grande número de fiéis. O culto ao Sagrado Coração de Jesus, introduzido em Portugal cerca de 1724, ganhou grande destaque em Lisboa, pois foi aqui que a rainha D. Maria I obteve do papa Pio VI autorização para celebrar a respetiva festa e mandou construir a basílica do Sagrado Coração de Jesus à Estrela, em 1789. A partir de 1864, o Apostolado da Oração conferiu maior dinamismo a esta devoção, tendo a cidade de Lisboa sido consagrada ao Coração de Jesus a 23 de agosto de 1875. Em 1919, por influência do P. Mateo Crawley, foram aprovados os estatutos da Associação do Reinado do Sagrado Coração de Jesus nas Famílias e a pedido do P. Sebastião Pinto foi estabelecida no Patriarcado a Obra da Reparação Nacional ao Sagrado Coração de Jesus. Posteriormente, a Festa de Cristo Rei foi instituída por determinação do papa Pio XI (Encíclica Quas Primas, de 11 de dezembro de 1925) para reforçar a devoção à realeza do Coração de Jesus. Em 1933, o Episcopado Português criaria a Ação Católica Portuguesa – um movimento de carácter apostólico, com uma visão redentora do catolicismo e chefiado pelo cardeal Cerejeira. Este celebrava todos os anos com grande brilho a festa de Cristo Rei, promotora de uma mística religiosa e militante que tinha como objetivo a restauração cristã da sociedade.

Estava deste modo constituído o rico e dinâmico contexto eclesial e religioso propício ao aparecimento da ideia da construção de uma estátua do Coração de Cristo Rei do Universo, centro do futuro Santuário. O Cardeal nunca se terá esquecido da iniciativa do seu professor P. Martins Capela de construir um monumento ao Coração de Jesus e terá sido bastante influenciado por ele. Assim a sua viagem ao Brasil em 1934, por ocasião da qual visitou a Estátua de Cristo Redentor no alto do Corcovado, terá servido sobretudo como um catalisador para lançar a ideia da construção em Portugal de uma imagem de Cristo Rei. O Cardeal apresentou a ideia ao P. Sebastião Pinto, mas não foi possível avançar logo devido à tensão política e social do ano de 1935, razão pela qual o projeto só seria publicamente anunciado a 2 de junho de 1936, no Congresso do Apostolado da Oração em Lisboa, no contexto do qual a proposta foi aprovada por aclamação. Obteve-se seguidamente o apoio do Episcopado Português, reunido em Coimbra a 3 de julho do mesmo ano, numa decisão anunciada publicamente a todo o país na Pastoral Coletiva da Quaresma de 1937, redigida pelo Cardeal e por ele lida aos microfones da Emissora Nacional.

O cardeal Cerejeira idealizou o Monumento e foi a figura mais importante na construção e posteriormente na vida do Santuário, tendo por seu lado o Santuário sido uma obra central na vida do Patriarca de Lisboa, para o qual convergem as linhas de força do seu governo da diocese, tornando-o marca indelével do projeto de recristianizar a sociedade portuguesa.

O cardeal Cerejeira desvelou-se em ações a favor da obra do Santuário. Criou o Secretariado Nacional do Monumento a Cristo Rei, em 23 de abril de 1937, para fazer a propaganda, recolher os fundos necessários e coordenar a construção do Monumento e posteriormente decretou a ereção canónica do Santuário em 26 de maio de 1957. Em ambos os casos acompanhou de muito perto e com grande energia os dois organismos, através da ação pessoal, da liderança sobre a hierarquia e sobre leigos e da elaboração de atos próprios do seu poder de ordem e de governo, nomeadamente, pastorais, cartas, decretos, provisões e exortações. Entre 1937 e 1971, fez publicar cerca de trinta destes documentos. Relativamente ao Secretariado, reunia-se semanalmente com o respetivo diretor, e quando tal não era possível, este enviava-lhe extensas cartas onde descrevia com minúcia as atividades desenvolvidas pelo organismo que dirigia, propunha ações de propaganda e pedia diretivas. Por seu lado, o Cardeal participava em ações de propaganda, por vezes transmitidas pela rádio e reunia-se com figuras destacadas da sociedade e da política, influenciando-as no sentido de ganhar apoios para a obra do Monumento. Quanto ao Santuário, dotou-o de um reitor, acompanhou os problemas que iam aparecendo e continuou a visitá-lo frequentemente, nomeadamente por ocasião dos aniversários da inauguração a 17 de maio de 1959.

D. António Ribeiro, que lhe sucedeu em 1971 no governo da diocese de Lisboa, empenhou-se pessoalmente no desenvolvimento pastoral e religioso do Santuário, visitando-o numerosas vezes e criando órgãos de carácter administrativo e técnico para apoiar a ação do segundo reitor, P. Manuel de Jesus Ferreira Pires de Campos, do que resultou a dinamização da vida espiritual do Santuário e a construção de um dos edifícios previstos no plano inicial. Antes de falecer, deixou pronto o processo da integração do território onde está o Santuário e o Seminário de S. Paulo na diocese de Setúbal.

Desde 16 de julho de 1999, o 2º bispo de Setúbal, D. Gilberto Canavarro dos Reis, tem dado a maior atenção ao desenvolvimento do Santuário, assegurando a execução das obras de reparação do Monumento, nomeando o terceiro reitor assim como duas comissões para o apoiarem no período de transição, e o quarto reitor, P. Sezinando Alberto, atualmente em funções e no exercício do seu múnus com grande preocupação pela melhoria das condições materiais de apoio aos fiéis e pelo aprofundamento da vida espiritual do Santuário de Cristo Rei.


Fundos e coleções

FUNDOS ORGÂNICOS: 


FUNDOS RELACIONADOS: 


FUNDO SEM RELAÇÃO CONHECIDA COM O SANTUÁRIO: 



Contacto

Mariana Pacheco Loureiro: pastoral@cristorei.pt.


Condições de acessibilidade

Os Serviços Administrativos do Santuário estão abertos de segunda a sexta entre as 10h00 e as  17h00. Visitas ao Arquivo sob marcação prévia.

Localização: Alto do Pragal, Avenida Cristo Rei,  2800-058 Almada.

URL: http://www.cristorei.pt.

Email: pastoral@cristorei.pt.

Telefone: (+351) 212 751 000.


Instrumento de acesso à informação

https://portal.cehr.ft.lisboa.ucp.pt/arquivos/index.php/santuario-de-cristo-rei.

TOMBO DIOCESANO MONSENHOR JOSÉ DE CASTRO

História do arquivo

O Tombo Diocesano Monsenhor José de Castro, erigido canonicamente pelo decreto episcopal n.º 009/2016, de 26 de agosto, é a estrutura arquivística diocesana que, a teor dos cânones 486 e 487, assume a missão de salvaguarda e conservação do património documental da Diocese de Bragança-Miranda.

Trata-se do arquivo central diocesano, que integra espólio documental decorrente da ação episcopal, a par de outros fundos oriundos de organizações e estruturas da Igreja local, ou de coleções particulares.

A história do Arquivo Diocesano está estreitamente ligada à da própria Diocese e reflete as vicissitudes políticas, administrativas, económicas, sociais que afetaram este território e o governo da Diocese.

Entre esses acontecimentos marcantes figura, desde logo, a criação da Diocese de Miranda, pelo Papa Paulo III, através da bula "Pro Excellenti Apostolicae" (22 de maio de 1545); a transferência da sede do bispado da cidade de Miranda para a de Bragança e alteração da sua nominação para Diocese de Bragança e Miranda, sancionadas pela bula "Romanus Pontifex", do Papa Pio VI (27 de setembro de 1780); a implantação do regime republicano, em 5 de outubro de 1910 e a subsequente Lei da Separação do Estado das Igreja, publicada em 20 de abril de 1911.

Implementada a Lei da Separação, o Paço Episcopal de Bragança foi expropriado e os seus bens confiscados. Parte substancial da documentação eclesiástica à guarda do Bispo permaneceu no edifício tomado pelo Estado, passando o acervo a integrar a Biblioteca Pública de Bragança e Arquivo Distrital que aí foram instalados. O Arquivo Distrital de Bragança custodia, desde então, fundos do Cabido da Sé de Miranda e Bragança, Confrarias, Cúria Diocesana de Miranda e Bragança e Livros de Registos Paroquiais. Não obstante tal incorporação, o designado Arquivo da Câmara Eclesiástica de Bragança subsistiu, conservando documentos de relevo, entre os quais Processos de Habilitação de Genere de ordinandos e Livros de Registos Paroquiais.

Com a expropriação do Paço Episcopal em 1911, o Arquivo Diocesano ficou privado de instalações próprias e sujeito a múltiplos riscos, nomeadamente de dispersão, danos e perdas. Os sucessivos Bispos Diocesanos passaram a ocupar residências provisórias em Bragança e também na Vila de Vinhais, entre 1920 e 1927. A questão da casa episcopal somente conheceu solução definitiva com a aquisição de um imóvel na cidade de Bragança, pela Diocese, em 1929. O edifício do antigo Grémio de Bragança passou a albergar a residência do Bispo, os serviços da Câmara Eclesiástica e o Arquivo do Paço Episcopal. 

No inventário da Câmara Eclesiástica de abril de 1939, fica evidenciada a inexistência de espaço reservado ao Arquivo, encontrando-se a documentação distribuída pela Secretaria da Câmara Eclesiástica, salão e corredores da Casa Episcopal. O Arquivo diocesano sofreu novo e gravoso revés com o incêndio no Paço Episcopal que deflagrou em 29 de abril de 1951, o qual “devorou cerca da quarta parte [do edifício] e causou considerável prejuízo no arquivo diocesano”. Posteriormente, o edifício foi restaurado e ampliado, com o apoio financeiro do Estado.

O Arquivo Diocesano foi instalado no rés-do-chão da ala norte do Paço Episcopal, em sala contígua ao átrio da entrada principal. É constituído por uma estrutura em mezanino de madeira de dois pisos, que comporta, aproximadamente, 407 metros lineares de documentação. Além do designado Arquivo da Câmara Eclesiástica e do Arquivo Secreto dos Bispos, custodia outros fundos e coleções, nomeadamente, do Seminários, instituições de ensino católicas, Paróquias, Confrarias e Associações de Fiéis, Cabido da Sé Catedral, Conselho Económico da Sé Nova, Pia União Casa do Clero.

Na década de 1980, D. António José Rafael (1979-2001) passou a denominar o Arquivo Diocesano como "Tombo Diocesano Monsenhor José de Castro", em homenagem ao “mais erudito e dedicado historiador bragançano”. Com a ereção canónica do Tombo Diocesano, em 2016, Monsenhor José de Castro passou a titular, formalmente, o arquivo diocesano de Bragança-Miranda.


Fundos e coleções

D. José Alves de Mariz, 1885-1911;

D. José Leite Lopes de Faria, 1918-1926;

D. António Bento Martins Júnior, 1929-1932;

D. Luís António de Almeida, 1932-1935;

D. Abílio Augusto Vaz das Neves, 1928-1965;

D. Manuel de Jesus Pereira, 1962-1978;

D. António José Rafael, 1941-2012;

Associações de Fiéis, 1940-1980;

Cabido da Igreja Catedral, 1777-1898;

Câmara Eclesiástica, 1817-1975;

Colégio São João de Brito, 1941-1973;

Confrarias, 1605-1975;

Conselho Económico da Sé Nova, 1990-2006;

Externato Nossa Senhora do Caminho, 1960-1972;

Mapas dos Registos Paroquiais, 1911-2011;

Paróquias, 1647-1982;

Periódicos, 1898-2011;

Pia União Casa do Clero, 1961-2015;

Planos de Obras em Igrejas e Seminários, 1946-2000;

Processos de Casamento, 1756-2023;

Processos de Habilitação de Genere de Ordinandos, 1618-1975;

Seminário Diocesano, 1885-1909;

Serviços Centrais da Cúria Diocesana, 1976-2011.

Tribunal Eclesiástico, 1908-2008.


Contacto

Sandra Maria do Vale: diocesebragancamiranda@gmail.com | valesandramaria@gmail.com.


Condições de acessibilidade

Condições de acessibilidade: 

Condições de acessibilidade: vide https://diocesebm.pt/tombo [Site em atualização]. 

Nota: a informação disponibilizada a data é anterior às Nomeações Pastorais de 23/01/2024 (cf. https://diocesebm.pt/noticia/nomeacoes-pastorais).


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